22 de fevereiro de 2012

Especialistas afirmam que os evangélicos não têm poder para influenciar eleições em São Paulo



Especialistas afirmam que os evangélicos não têm poder para influenciar eleições em São Paulo

 Devido à indisposição do pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, com os evangélicos, por causa do chamado “kit gay” e da distribuição de camisinhas em escolas públicas, a influência desse grupo religioso no meio político vem sendo grandemente discutida em assuntos relacionados às eleições municipais.
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Apesar de líderes religiosos ressaltarem a importância desse grupo de eleitores, especialistas políticos afirmam que essa influência não é assim tão grande. O cientista político Cesar Romero Jacob, autor do livro “Atlas da Filiação Religiosa”, disse que “o fato de PT e PSDB serem mais estruturados em São Paulo faz com que as religiões acabem não tendo um poder tão grande”.
O professor de filosofia da Unicamp, Roberto Romano, diz acreditar que os líderes religiosos estão depositando muita fé no público evangélico. “É um voto importante, mas não é decisivo. Assim como não se deve confundir a massa dos católicos com os políticos católicos, a mesma regra deve funcionar também para os evangélicos”, explicou Romano, que é autor do livro “Brasil, Igreja contra Estado” e diz que os políticos evangélicos usam as críticas para serem atendidos pelo governo.
Mas, mesmo com essas análises, os grupos políticos estão se articulando para conquistar o voto dos evangélicos. Gilberto Kassab (PSD), atual prefeito da cidade, já começou a negociar com o PT para incluir seu secretário como vice-presidente de Haddad de forma a conseguir angariar os votos de grandes igrejas evangélicas como Assembleia de Deus, Igreja Mundial, Renascer em Cristo e Igreja Internacional da Graça de Deus.
Estudos mostram que evangélicos da capital devem somar cerca de 20% dos eleitores, o que pode, apesar das análises, incomodar bastante um candidato que não tenha nenhum apoio em meio a esses eleitores.
Fonte: Gospel+

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